quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fofoca!

Quase todos nós estamos bem familiarizados com a fofoca. Já ouvimos, espalhamos e fomos vítimas dela. Os boatos tem uma característica perigosa, as pessoas não se sentem responsáveis pelo que transmitem e atribuir responsabilidades e prejuízos torna-se mais difícil. A fofoca percorre uma escala que vai de conversas íntimas, pessoal e sensacionalistas que difamam e estragam a reputação ou a felicidade de alguém. Nossas conversas, geralmente, estão povoadas de críticas. O Senhor lista os fofoqueiros ao lado dos inimigos de Deus, dos desleais, dos insolentes "E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda justiça, malícia, avareza e maldade. Possuídos de inveja, homicídio, contenta, dolo e malignidade. Sendo difamadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobediente aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem" (Rm 1:28-32). A Bíblia é clara quanto aos prejuízos "O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos" (Pv 16:28) "A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma" (Pv 18:7). E também muito clara quanto as consequências da fofoca e da maledicência "O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal, a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço" (Pv 8:13). Espalhar mentiras e também sair contando fatos parcialmente verdadeiros também atrai a ira de Deus. Comentar algo a respeito de alguém que não ajude nem edifique pode ser considerado fofoca. Deus tem a fórmula adequada para lidar com o indivíduo que se encontra em pecado "Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão" (Mt 18:15). Devemos abordar a pessoa em questão, e ninguém mais, para dar início ao paciente processo de restauração diante de Deus, caso estejamos preocupados com sua felicidade eterna "Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura, e guarda-te para que não sejas também tentado" (Gl 6:1). Dar ouvidos a boatos é tão ruim quanto espalhar palavras perversas "O malfazejo atenta para os lábios iníquo, o mentiroso inclina os ouvidos para língua maligna" (Pv 17:4). A marca da maturidade espiritual é saber controlar a própria língua "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã" (Tg 1:26). A fofoca e maledicência são armas do inimigo. Nada é tão cortante como uma espada afiada do que a mágoa causada por palavras dolorosas. A fofoca não é, jamais, um ato de bondade. Ela diminui a pessoa sobre a qual se fala e degrada quem pratica. Serve de tentação e armadilha para o ouvinte que participa desse tipo de maldade. Todos somos falhos e pecadores, por isso, devemos sempre estar alertas para evitar que caiamos na tentação tanto de fofocar como de ouvir uma fofoca. Controle a sua língua e evite ouvir boatos sobre a vida alheia. Jesus se alegra com isso!

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