No sermão do Monte, Jesus assegurou aos ouvintes que estaria presente no meio das suas tribulações - Mt 6:25-34.
O propósito eterno e infalível de Deus é sustentar e orientar os seres que ele criou "Venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mt 6:10) desde o início da criação até a eternidade.
O controle de Deus é absoluto e indubitável, mas, ao mesmo tempo, cada indivíduo é responsável por suas decisões e atos. Mais ainda: Ninguém pode derrotar os planos de Deus, visto que toda ação humana está encerrada na vontade efetiva ou permissiva do Senhor.
Não estamos sob a tirania de um destino cego nem de uma lei inviolável "A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão" (Pv 16:33). Os acontecimentos do universo são ordenados por um Deus compassivo, gracioso, longânimo e fiel.
Deus não prometeu que tudo o que acontecesse conosco seria de acordo com o que consideramos bom. Contudo, se a tragédia nos atingir, temos apenas de esperar pacientemente pelo momento em que Ele nos libertará. Deus é até capaz de provocar sentimentos infelizes para promover o bem daqueles que o amam "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8:28).
Nada pode nos acontecer sem o conhecimento, a presença e o amor de Deus. Portanto, até nas situações mais desesperadoras podemos ter a certeza de que Ele está trabalhando a nosso favor pelo nosso eterno bem. Deus é por nós, ele não é contra nós "Que diremos, pois, a vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" (Rm 8:31-32).
Na tensão entre bênção e adversidade, reconhecemos nossa total dependência dEle, como também a sua sabedoria sobre nossas decisões e atos.
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